Reflexão de Pentecostes

22 de Maio de 2026

Cinquenta dias após a Páscoa, celebramos Pentecostes (em grego) e Shavuot (sete semanas em hebraico, também conhecida como a festa da colheita, por marcar o início da colheita do trigo em Jerusalém).

Esta festa adquire um significado ainda maior na época de Salomão, quando os sábios compreenderam a relação entre a festa de Shavuot e a aceitação dos Dez Mandamentos recebidos por Moisés no Monte Sinai (a Palavra de Deus).

Segundo a tradição judaica, foi em Shavuot que Deus nos deu a Torá, que o povo judeu transmitiria a toda a humanidade. Uma celebração que reconhece Deus como o provedor dos frutos da colheita e que nos dá a Sua Palavra, a qual propõe uma relação com Ele e com o nosso meio ambiente. Uma Palavra que nos mostra de onde viemos, quem somos e para onde vamos, ou seja, seres criados para a busca da verdade que liberta e une, e que é responsável por transformar para o bem o seu habitat natural.

Assim como em Gênesis, o Espírito de Deus, que dá vida à humanidade (Gn 2,7), que se fez presente (shekinah em hebraico) durante a jornada pelo deserto, que se encarnou no ventre da Virgem Maria, está presente no Pentecostes e onde as pessoas se reúnem em seu nome (Êx 20,24 e Mt 18,20), e que, pelo dom do Espírito Santo, se revela a nós.

No Pentecostes, somos, mais uma vez, renovados pelo Espírito de Deus e, assim, continuamos a ouvir a Palavra e a ser guiados pelo Espírito Santo que dá vida.

Que o Espírito do Senhor esteja e permaneça entre nós!

 

 

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