Minha história vocacional, como contemplativa de Sion

por Irmã Maria Célia De Oliveira Couto

O apostolado essencial das Filhas de Sion se realiza por meio da oração e da vivência centrada na Palavra.

Nasci numa família cristã. Fiz meu curso primário com as Irmãs da Divina Providência e quis entrar para essa congregação, aos 12 anos, mais ou menos, mas minha mãe não permitiu. Depois, estudando em escola pública, “não tinha mais vocação religiosa.”

Se fosse para ser religiosa, seria contemplativa!

Em 1968 chegou na minha Paróquia um Padre com quem comecei a fazer direção espiritual e ele ajudou-me a redescobrir minha vocação. Havia algo que eu sabia bem: se fosse para ser religiosa, seria contemplativa!

Esse mesmo sacerdote descobriu a comunidade “La Solitude” de Notre Dame de Sion, em Curitiba, e me indicou. Sem saber qual era a congregação, escrevi para o convento, a fim de conhecer. Isso aconteceu em 1970. Dois anos depois, cheguei na Solitude para ficar. Só então conheci o carisma da Congregação, pelo qual me apaixonei.

Hoje, após quase 55 anos de vida conventual só tenho que agradecer ao Senhor por ter-me chamado; agradecer à Congregação por me ter acolheido e à minha comunidade, pela misericóridia e bondade que tem para comigo. Dificuldades? Lutas? Não faltam! Mas… não é essa a condição humana? Tudo com o Senhor e para o Senhor, através das mãos de Maria, a Virgem de Sion, nossa mãe e companheira! Obrigada! E se você se sente chamada, não hesite! Vale à pena!!!

Sion veio plenificar meu anseio de entrega ao Senhor na vida contemplativa

Sion veio plenificar meu anseio de entrega ao Senhor na vida contemplativa. Esse ramo da árvore de Sion que nosso fundador, Padre Teodoro, já desejava desde o início: “O principal apostolado das Filhas de Sion se exerce pela oração. Será preciso retornar à nossa primeira ideia de um santuário oculto, onde arderá a lâmpada da oração… Está ideia está muito clara em meu espírito”. (Théodore Ratisbonne, 1852)

Em 1910, enquanto exercia a missão de superiora da Casa de Sion em San José, na Costa Rica, Madre Christine sentiu-se chamada por Deus à vida contemplativa e compreendeu que a ela caberia dar continuidade ao desejo do Padre Teodoro. Em sua oração, brotou a inspiração: “Sion, a minha Sion da oração […] não é tarde demais para pensar nela.

No entanto, a concretização desse projeto religioso só se deu anos mais tarde. Em 31 de outubro de 1926, três irmãs que lecionavam no Colégio Grand Bourg, França, afastaram-se da comunidade apostólica para iniciar a vida contemplativa: Madre Christine, Madre Désirée e Madre Marie.

Gostaria de fazer um convite a vocês que se sentem chamadas à vida religiosa

Gostaria de fazer um convite a vocês que se sentem chamadas à vida religiosa: entrem em contato conosco e não tenham medo. Sou testemunha de que a vida religiosa vale a pena ser vivida com fidelidade e alegria, especialmente na vocação contemplativa. Somos chamadas a viver a nossa vocação para que juntos possamos construir o Reino de Deus.