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1926 : O início em Grandbourg
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VIII - Março 2006


1926 : O início em Grandbourg1919 - M. Christine : Origens do ramo
Chegada em Paris (em 1919), recebi encorajamentos, mas foi preciso ainda sete anos passados em Grandbourg. É certo, minha vida estava toda voltada para (o objeto de) minha esperança durante todo esse tempo […].
Em Grandbourg como na Costa Rica, nunca deixei transpirar meus desejos. Começamos nossa vida nova no momento em que a Igreja inaugurava a festa de Cristo Rei ; a espera havia durado 17 anos.

1926 - M. Christine : Notas sobre o início
« Vocês podem, a partir do dia 2 de novembro, não ir mais ao recreio da comunidade Ir. Désirée trabalhará no conserto de roupas no quarteirão de vocês e continuará sua função na capelania. Que tudo isso seja feito pouco a pouco, devagarinho, silenciosamente et na simplicidade ; não como uma fundação nova, mas simplesmente como religiosas de Sion seguindo as indicações das Constituições, que preveem um ramo tendo a
mesma finalidade, o mesmo espírito, mas substituindo o trabalho ativo por mais oração, uma clausura mais austera, o ofício romano, mais mortificação.. Não é uma árvore que plantamos ao lado, é um fruto que amadurece na árvore de Sion. »

… Com tais palavras Nossa muito querida Madre Geral quis nos autorizar a começar a vida nova, à qual aspiravam Ir. Marie et Ir. Désirée, duas pedras escolhidas que a Providência deu a Sion contemplativa para edificá-la.

Ao nos recordar que nosso ramo tem a mesma finalidade, o mesmo espírito que Sion, Nossa Madre expressa exatamente nosso pensamento ; é bem isso o que querem as três pequenas « noviças » que se unem para contribuir à salvação deIsrael.
Nas Constituições é dito que nossa obra comporta : a clausura mais estrita, o silêncio mais rigoroso e a recitação du grande Ofício romano . Mas parece que Nosso Senhor deseja também a adoração perpétua do Ssmo Sacramento, assim que o número das irmãs o permitir […].
Desde 1910, essas grandes linhas foram fixadas e desejadas ; quanto às questões de detalhes, as determinações exatas do regulamento, cabe à experiência nos instruir, e como sempre à nossas Madres decidir.

 
M. Christine e Ir. Désirée
M. Christine e Ir. Marie
 
Diário do início
 

Domingo 31 de outubro de 1926
Festa do Cristo Rei. As três escolhidas renovam seus votos juntas com a intenção de se oferecer pela Sion contemplativa futura.

10 de novembro - Festa de todos os Santos
Despedida da casa, o mais simplesmente, o mais curto possivel, Nossa Madre Evangélista tendo dito que íamos entrar em retiro prolongado.

2 de novembro - Separação
habitamos as 3 celas (as mais próximas da tribuna da verdadeira capela) na qual Nosso Senhor veio tantas vezes visitar as doentes…

5 de novembro - 1a. sexta feira do mês
Noviciado sobre o Sagrado Coração ; pensamos que é uma boa data para o retiro do mês.

7 de novembro
Regulamento um pouco modificado para os domingos. à tarde as 5 h 1/2, tivemos uma pequena conversa sobre o lado prático de nossa existência, que nos encanta; perguntamonos o que podemos fazer melhor. Cada uma fez a revisão em suas coisinhas ; vamos ficar com o menos possível para o próprio uso ; o resto vai para o « fundo comum ».

8 de novembro
Entre dois dilúvios, arrumamos o túmulo paterno, piedosodever antes da festa de São Teodoro.

18 de novembro
Procuramos como honrar São Francisco de Assis, durante seu tríduo da diocese; aprendemos seu « Cântico » e constatamos o quanto isso nos faz bem à alma. É uma luz: a « seriedade » de nossa vida não deve excluir a explosão de vida, quer dizer, a poesia e a arte; mas tudo sobrenatural. Isso faz bem sob o duplo aspecto do amor divino e da caridade fraterna.

20 de novembro
Pela primeira vez, porta trancada na capela às 11h. (da noite). Voltamos e fizemos nossa hora de adoração no meu quarto, que é a sala de comunidade.

21 de novembro
Lemos em Sta Teresa do Menino Jesus o capítulo da « pequena via ». Em suma é a doutrina que Mlle Humann cultivava e que elle inculcou a Notre Père, foi um prazer constatá-lo isso nos convida a percorrer esse caminho.

6 de dezembro
Constatamos que a cópia das cartas de Notre Père é uma grande graça ; apoiaremos sempre como ele, todo o edifício sobre a Caridade.


«É’ preciso ver nesta pequenina Sion contemplativa que começa
tão pequenina, tão lentamente,com tanta humildade,
a continuidade do pensamento eterno de Deus :
Ele amou seu povo, eis toda nossa razão de ser;
e Jesus Cristo amou a Israel. »
 
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