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1919 : Partida para o Capítulo Geral
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VII - Fevereiro 2006


A guerra terminada, foi convocado o Capítulo Geral e tive o pressentimento que deixava definitivamente São José, e todos os lugares testemunhas de minhas lembranças. Aliás, o bom Deus tinha tido o cuidado de me tirar o que me fazia recordá-las : os tremores de terra tinham causado a ruína da Capela primitiva, a de minha conversão; e Três Rios, igualmente destruído, tinha mesmo sido vendido antes de minha partida – Eu estava persuadida de que essa partida era necessária para a realização de meu grande desejo.

Ninguém sabia nada desse motivo e todos me diziam que era impossível viajar, mas eu sentia que iria partir. Cheguei ao porto, sem saber como embarcaria. Essa viagem foi ainda uma prova de que Deus queria nossa obra : eu não tinha companheira para viajar, e encontrei (quatro religiosas de Picpus, de Limon em Marselha) – Não havia um só lugar no navio, aceitaram-me assim mesmo, incrível !

(M. Christine : Origem do Ramo contemplativo)

Carta sionense de São José : outubro-dezembro de 1919

Nossa última sionen-se na qual tínhamos ainda a esperança do retorno de Nossa Madre, deve ter provo-cado as orações fra-ternas de vocês, pois quando a receberam, já sabiam a muito o sacrifício que o Bom Deus nos pedia, enquanto nós, só o soubemos em 23 de outubro. Enquanto esperáva-mos o navio que devia trazê-la e Irmãs e meninas se preparavam para rece-bê-la com cantos de alegria, nossa amada Madre tinha uma nova família desde 5 de setembro. Se a dúvida às vezes nos entris-tecia, havia sempre uma esperança que foi, ah! declinando à medida em que o tempo passava e que sabíamos que nossas Madres capitulares retornavam a suas missões respectivas. Assim a dolorosa notícia nos deu
a ocasião de um sacrifício tanto maior quando a afeição filial era mais profunda. Perdíamos, como nos dizia nossa amada Madre Geral na carta tão boa que nos escreveu, nesta dolorosa ocasião, um tesouro de bondade e de caridade do qual nenhuma de nós esquecerá os altos e santos ensinamentos dos quais ela msma e nos dava o exemplo em todos os instantes de sua vida. [...]
Protelamos até o dia 25 para comunicar a triste notícia: logo ela se espalhou em toda São José e nas provín-cias vizinhas, provocando os sentimentos de todos e provando como Nossa Madre era amada e estimada aqui. Os testemunhos de fidelidade continuam a nos chegar e sentimos que são a resposta a dezesseis anos de frutuoso labor na Costa Rica. [...]

 
Em 1921 […] fui enviada à Costa Rica como visitadora, e passei lá nove meses. Que emoção ao rever tudo, minhas lembranças me vinham aos borbotões.
Origem do Ramo contemplativo

“Estejamos ‘sempre contentes’.
Não se trata de uma disposição de bom humor [...].
Trata-se de uma tal união de nossa vontade
com a de Deus, que amemos o que Deus quer
e que o amemos de coração.”
 
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