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1912 : M Christine escreve a M. GONZALÈS, Superiora Geral
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VI - Janeiro 20065
Em fevereiro de 1912, Três Rios,
lugar testemunha da experiência espiritual de M.Christine,
foi destruído por um terremoto.
 

Carta sionense de San José (março de 1912)

Toile peinte par M. Christine Quem diria que o caro (sítio), o pequeno Três Rios, tão alegre e tão risonho, estava vivendo então seus últimos dias ! Com efeito, desde os grandes abalos sísmicos de 1910, uma calma relativa nos fazia pensar que tudo havia retornado à ordem, no mundo dos vulcões ! […] Dormíamos a sono solto, quando na noite de 21 de fevereiro, vésperas da quarta feira de Cinzas, fomos precipitadas para fora de nossas camas às 2 h da manhã por uma sacudidela fortíssima, semelhante, em tempo, à de 13 para 14 de abril de 1910, embora não tão forte.

Acabávamos apenas, no correr da manhã, de constatar os estragos da casa, quando as duas irmãs enviadas por Nossa Madre (M.Christine) a Três Rios para ver o que ali se passara chegavam consternadas. […] Nossa pobre pequena casa a pouco tempo consertada e completamente renovada no início das férias, estava inteiramente destruída ! Uma raiva infernal parece ter-se exercitado em traçar X e Y em todos os sentidos das paredes, nenhum lugar ficou intacto, brechas enormes de dois ou 3 metros quadrados deixam ver o interior das salas, cobertas, móveis, (etc). O quarto de Nossa Madre foi um dos mais maltratados; sua cama ficou coberta de enormes tijolos, e ali jazia em pedaços a estátua de Na. Senhora de Lourdes que havíamos colocado antes da partida, as telas de pintura de N.M. perfuradas lamentavelmente. Na cozinha, o fogão solto e virado de lado, a capela, a querida capelinha, sobretudo, em um estado desolador ! Enfim em todo lugar o espetáculo da destruição e da ruína.

Mère Christine também parece ter sido abalada por esses acontecimentos.

Chapelle de San José, reconstruite en 1912Carta sionense de São José (junho de 1912), escrita por M.Christine:
Os tremores de terra são quase contínuos ; e embora nos acostumemos pouco a pouco com eles, como com tudo aqui na terra, no entanto, de vez em quando, um abalo mais forte vem provocar o alarme e o pânico. Foi assim que na noite que precedeu a festa de Corpus Christi, uma terrível catástrofe se produziu ainda nos arredores do Poas, destruindo várias aldeias e ocasionando a morte de umas trinta pessoas. Tudo isto parece ser um aviso do Céu !

Em 25 de outubro de 1912, ela escreve a Mère Gonzalès (Superiora Geral) ::
“Comecei meu retiro lendo a nova edição da regra; Vi com muita alegria que as poucas modificações tão acertadas que foram feitas (na Regra) deixaram intacto o trecho em que o Padre Teodoro previu a fundação de uma casa contemplativa de Sion, caso a Providência desse à Congregação o pessoal e os recursos necessários.Parece-me bem estranho estar sendo levada pelo bom Deus a falar disso à senhora; mas quanto mais espero mais Ele insiste (ao menos é o que me parece sentir). […]

Eis meu recado dado ; desculpe-me, a senhora sabe que não gosto nada de me intrometer no que não é da minha conta. Digo que isso não é de minha conta, embora esteja pronta a fazer parte desta casa se a senhora me enviar, como estou também pronta a viver aqui até a morte, se a senhora preferir; não tenho nisso nenhum projeto pessoal.”

« - O Amor está crucificado -
Fui confidente.
Devo ser colaboradora
e instrumento.
Glória a Deus,
salvação das almas,
Só isso. »


"Foi por volta de 1918 que tive detalhes, principalmente em um 20 de janeiro, durante a adoração noturna. Primeiro, começar humildemente, na pequenez, pobremente, em um canto qualquer de uma casa de Sion;... Depois mais tarde ter uma capela com o Ssmo Sacramento exposto, até que obtivéssemos de poder tê-lo assim dia e noite, para que ‘o Sol não se deite mais em Sion". Escrevi tudo isto a Mère Gonzalès”. (M. Christine : Origens do ramo contemplativo)
 
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