Carta de M.Christine, posta em um envelope fechado para
abrir depois de sua morte :
“É para obedecer que escrevo, para a Solitude,
o que escrevi à Nossa Madre Geral. […]
Eu tinha sido a pouco convertida (15 de outubro de 1910)
quando recomecei um retiro por um dia ou dois em Três
Rios, éramos três. Foi na Capelinha, a noite,
estava sozinha no dia 24 de outubro: fazia a Hora Santa,
no Jardim das Oliveiras quando, pois bem, como dizer isso?
meus olhos nada viram, mas minha alma viu Nosso Senhor em
agonia, mas numa agonia tão terrível […]
. Compreendi que dando-nos a Eucaristia, Ele se tinha entregue
e exposto a tudo.
Senti que não devia continua
r
a mesma vida, que me era preciso uma vida mais escondida,
mais recolhida, mais mortificada. Pensava na necessidade
de deixar Sion, vocês compreendem o que teria sido...”
Origem do Ramo contemplativo:
“Pedia a Deus que me desse uma luz, e uma tarde,
na tribuna da capela de São José, tive a resposta
nessas palavras, repetidas muitas vezes depois : “Sion,
minha Sion da oração e da reparação,
não é tarde demais para pensar nela.”
* Imediatamente a calma, a paz voltaram.
Como eu não havia pensado um só instante nesta
Sion contemplativa, prevista pelo Padre Teodoro nas Constituições
? Não, a idéia não me tinha vindo ;
o bom Deus fez tudo sozinho. [...]
A partir desse momento, todas as minhas aspirações
voltaram-se para a esperança deste ramo contemplativo,
de tal modo sentia que as graças recebidas então
por mim não eram, propriamente falando, “para
mim”.
Entretanto Dom Stork me reteve por muito tempo em meu desejo
de escrever à Nossa Madre Geral.”.