Vocês sabem, talvez, que nossa terra privilegiada,
a Costa Rica, goza da posse de 12 vulcões, as crianças
menorzinhas recitam orgulhosamente os estranhos nomes deles
como uma das glórias de seu país. Em fevereiro
passado, um desses vulcões, o POAS, teve uma ligeira
erupção que consistiu em uma chuva de cinzas.
Durante a noite de 12 para 13 de abril uma forte sacudida
de tremor de terra nos despertou bruscamente, mas a coisa
não sendo nova, cada mestra de dormitório
acalmou suas meninas e convidou-as a dormir novamente, quando
uma segunda sacudida nos o
brigou,
ao contrário, a fazê-las se levantar, e foi
bom, quase instantâneamente, uma terceira, das mais
violentas, foi o sinal de uma descida precipitada dos dormitório
para os pátios dos recreios. Imaginem, caras Madres
e irmãs, umas sessenta meninas, das quais algumas
bem pequenas, vestidas sumariamente com uma saia e enroladas
em um cobertor arrancado da cama, precipitando-se nas escadas,
no meio dos gritos provocados pelo terror. Passamos a noite,
irmãs e meninas, nos pátios e nos jardins,
as sacudidas renovando-se mais ou menos de quarto em quarto
de hora.
Todo o primeiro andar tinha sido atingido sériamente,
as paredes fendidas completamente em vários lugares,
arcos partidos, brechas numerosas, vigas abaladas tornaram
a habitação impossível, fomos pois
obrigadas a evacuá-la absolutamente. A capela sobretudo
foi muitíssimo estragada, a parede do fundo, atrás
do altar, foi não somente fendida de ponta a ponta
em vários lugares mas inclinava-se tanto para trás,
assim como o nicho, que foi necessário sustentá-los
provisoriamente.
Nossa vida quotidiana tinha mais ou menos retomado sua
fisionomia normal. Estávamos na tarde de 4 de maio,
as irmãs na Adoração, as internas no
estudo; quando, bruscamente, às 6h50 uma sacudida
assustadora, no sentido vertical, seguida de ondulações
do terreno fizeram-nos todas pular para o jardim, as meninas
choravam, gritavam, umas de joelhos com os braços
em cruz sobre o chão que estremecia ainda; era evidente
que nunca havíamos experimentado algo assim tão
violento e que um grande desastre devia ter-se produzido.
As crianças de Cartago que sabem a que ponto o Irazu
é perigoso para a cidade por sua proximidade, estavam
particularmente assustadas pensando em suas famílias.
Com efeito, por volta de 11 horas da noite, homens à
cavalo traziam a notícia que Cartago não era
mais do que um monte de ruinas.
No dia 15 de agosto nossa Madre quis oferecer à
Nossa Senhora uma prova de gratidão por nossa preservação
milagrosa e foi organizada uma grande procissão.