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Primeiros anos em Sion
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II - Setembro 2005
 

M. Christine, Dernière retraite, 1957«No noviciado nada vejo que se destaque. Mère M. Joséphine me intimidava muito ; sentia-me muito desajeitada… e, além disso, mamãe ! meu coração humano estava bem apertado – Enfim chegara à meta, era o principal, e, apesar de minhas lágrimas engolidas, dizia-me : ‘Só sairei daqui se me mandarem embora ! ’ Não me expulsaram ; mas disseram-me que tivesse um semblante menos sombrio : dirigi-me a Nossa Senhora, chamando-a de ‘Nossa Senhora do perpétuo sorriso’ – ela me ajudou. […]

Fiz profissão no dia oito de setembro de 1890, estava no fervor e na felicidade – mas não era mais o noviciado. Habituava-me pouco a pouco à Comunidade de Paris; eram muito boas para mim.

Tivera um primeiro abalo ao receber o encargo do de-senho, sendo ainda noviça. Tive um segundo, mais forte e mais motivado, quando me nomearam segunda sub-mestra de noviças (1893) ! Era pouca a responsabi-lidade; mas me sentia na engrenagem.
Porém minha missão no noviciado durou pouco – Um dia, durante o exame, fui impelida a prometer ao bom Deus responder sempre “sim” ao que Ele me pedisse: nesse momento, Mère M. Paul I, a Superiora Geral, me mandou chamar para me entregar a obediência para Royan (maio de 1894)

Fiquei confundida. Mas não podia replicar. […] M. Joséphine não me escondeu que temia, para mim, nomeação tão prematura (29 anos de idade e 4 de profissão, tendo ainda um ano de votos anuais a pronunciar !) mas me animou dizendo: “você fará certamente muitas bobagens, mas Deus não permitirá que prejudiquem as almas, visto que obedece”.

Eis-me pois em Royan, como um pardal caído do ninho de ponta cabeça... e era preciso caminhar ! Tive nesta época muitas dificuldades, até a casa ser fechada pelo ministério Combe: fomos postas fora de casa em março de 1903. Foi doloroso; fiquei bem comovida ao dizer pela última vez: “Visitai Senhor, esta casa de Nossa Senhora de Sion” e, no entanto, pensava: Como nos preo-cupamos com uma casa, será que vale a pena ? Isso é da terra !

Fui a última a partir desta casa vazia; nunca mais a revi. O mobiliário tinha sido enviado para Anvers, que fundávamos então; pensa-vam que eu seria enviada também para lá: esperava não ser mais superiora – Mas, depois de terem pensado em me enviar para a Austrália, embarcaram-me para São José – sempre com autoridade (de superiora)” .

Lembranças escritas por M. Christine Para Obedecer


É’ preciso que eu atinja o Amor! o Amor puro, pois quero amá-lo só por Ele, e não para mim... para que Ele seja feliz, abençoado, adorado, louvado; de modo que me submeto sempre a qualquer vontade de Deus sobre mim, sempre o que Ele quer, ordena ou deseja. – O mais perfeito para mim, é sempre a obediência amorosa.

M. Christine, Ultimo Retiro, 1957

 
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