«No
noviciado nada vejo que se destaque. Mère M. Joséphine
me intimidava muito ; sentia-me muito desajeitada…
e, além disso, mamãe ! meu coração
humano estava bem apertado – Enfim chegara à
meta, era o principal, e, apesar de minhas lágrimas
engolidas, dizia-me : ‘Só sairei daqui se me
mandarem embora ! ’ Não me expulsaram ; mas
disseram-me que tivesse um semblante menos sombrio : dirigi-me
a Nossa Senhora, chamando-a de ‘Nossa Senhora do perpétuo
sorriso’ – ela me ajudou. […]
Fiz profissão no dia oito de setembro de 1890, estava
no fervor e na felicidade – mas não era mais
o noviciado. Habituava-me pouco a pouco à Comunidade
de Paris; eram muito boas para mim.
Tivera um primeiro abalo ao receber o encargo
do de-senho, sendo ainda noviça. Tive um segundo, mais
forte e mais motivado, quando me nomearam segunda sub-mestra
de noviças (1893) ! Era pouca a responsabi-lidade;
mas me sentia na engrenagem.
Porém minha missão no noviciado durou pouco
– Um dia, durante o exame, fui impelida a prometer ao
bom Deus responder sempre “sim” ao que Ele me
pedisse: nesse momento, Mère M. Paul I, a Superiora
Geral, me mandou chamar para me entregar a obediência
para Royan (maio de 1894)
Fiquei confundida. Mas não podia
replicar. […] M. Joséphine não me escondeu
que temia, para mim, nomeação tão prematura
(29 anos de idade e 4 de profissão, tendo ainda um
ano de votos anuais a pronunciar !) mas me animou dizendo:
“você fará certamente muitas bobagens,
mas Deus não permitirá que prejudiquem as almas,
visto que obedece”.
Eis-me pois em Royan, como um pardal caído
do ninho de ponta cabeça... e era preciso caminhar
! Tive nesta época muitas dificuldades, até
a casa ser fechada pelo ministério Combe: fomos postas
fora de casa em março de 1903. Foi doloroso; fiquei
bem comovida ao dizer pela última vez: “Visitai
Senhor, esta casa de Nossa Senhora de Sion” e, no entanto,
pensava: Como nos preo-cupamos com uma casa, será que
vale a pena ? Isso é da terra !
Fui a última a partir desta casa
vazia; nunca mais a revi. O mobiliário tinha sido enviado
para Anvers, que fundávamos então; pensa-vam
que eu seria enviada também para lá: esperava
não ser mais superiora – Mas, depois de terem
pensado em me enviar para a Austrália, embarcaram-me
para São José – sempre com autoridade
(de superiora)” .
Lembranças escritas por M. Christine
Para Obedecer
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É’ preciso que eu atinja
o Amor! o Amor puro, pois quero amá-lo só
por Ele, e não para mim... para que Ele seja feliz,
abençoado, adorado, louvado; de modo que me submeto
sempre a qualquer vontade de Deus sobre mim, sempre o que
Ele quer, ordena ou deseja. – O mais perfeito para
mim, é sempre a obediência amorosa.
M. Christine, Ultimo
Retiro, 1957
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