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XII - 1936 : A caminho da Terra Santa?
 
XII - Julho 2006
 

Em fevereiro de 1937, a chegada da “Frente popular” no governo da Espanha desencadeou a guer-ra civil e uma violenta perseguição contra a Igreja. Alguns meses mais tarde, foi a vez da França ser governada por uma “Frente popular, a Congregação temeu então que os estabelecimentos religiosos fossem fechados e as irmãs dispersas. Mère Christine já tinha vivido a expulsão da casa de Royan em 1903.

Mère Christine escreve para Mère Amédée, em 31 de agosto de 1936 :

Nossa última conversa continua a ser objeto de minhas reflexões e orações. Comecei a reunir umas roupas – convenientes para a fotografia (de identidade) e, se necessário, para o resto. Mas antes de chegar lá, dá-me um momento para perguntar à senhora se não seria melhor adiantar de alguns anos nossa chegada na Terra Santa, decidida em princípio ? e se não fôr no Ecce Homo, ao menos em São João (Ein Karem).
A senhora designaria as irmãs que devem partir, as jovens e belas, e eu ficaria na Solitude, se a senhora quizer, com Sr Dionysus e Sr Désirée certamente, assim nove irmãs partiriam.
Além da vantagem de partir como religiosas, e de poder levar tranqüilamente tudo o que é nosso, ao menos o que é precioso, é ótimo estarmos bem tanto na Asia como na Europa visto nosso gênero de vida; e melhor ainda na Terra Santa mais do que em outro parte; e sempre me disseram que em São João há lugar: seria uma fundação feita, em vez de uma fundação planejada. […]
Se me ofereço para ficar, a única razão é a de conservar a Solitude, como a senhora pensa; ela ficaria sendo a casa de acolhida das vocações; mas se fôr melhor, por razões financeira ou outras, agir de outro modo, estarei feliz em qualquer lugar... e na Terra Santa que sonho ! de um lado o martírio, de outro a Terra Santa, é belo demais (não terei, sem dúvida, nem um nem outro).
Fui levada a dizer tudo isso à senhora por causa das fotografias; porque se a senhora decidir essa viagem com os trajes de religiosas, é assim que precisamos nos deixar fotografar e não com fantasias.
Só peço a Deus que guarde da maldade minhas queridas Irmãzinhas. Se apenas se tratasse de se deixar matar, não seria nada; mas passar por outra coisa, é do que devemos fugir.
Se por acaso Mr Renner adotasse a Suiça, então poderíamos também ir para lá... mas seriam despesas duplas, enquanto que Jerusalém é uma coisa duradoura. Enfim, seja o que Deus quiser, peço a Ele que ilumine a senhora.

Este sonho de Mère Christine tornar-se-á realidade em 1969
primeiro em Nazaré, depois, em 1971 em Ein Karem.

 

 

« Não é necessário
termos esta ou aquela forma de vida,
termos mais ou menos sucesso,
que tenhamos mais ou menos sucesso,
nossos esforços serem mais ou menos
recompensados,
sermos mais ou menos felizes.
MAS É NECESSÁRIO,
“UNICAMENTE NECESSÁRIO”
QUE A VONTADE DE DEUS SEJA FEITA. »

 
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