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| 1930 : Desabamentos na Colina de Fourvière |
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X - Maio 2006 |
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No momento mesmo em que nós começávamos
a desfrutar da alegria de uma capela nova, da regularidade
de nossa cela, da limpeza renovada de nossas velhas construções;
no momento mesmo quando nosso pequeno mosteiro tinha acolhido
com alegria mais duas jovens professas, Ir. M. Michelle
e Ir. M. Lorenzina, e onde nós já havíamos
organizado tudo para poder receber logo outras jovens muito
queridas e esperadas; então, quando tudo estava na
paz e felicidade em nossa vida de oração e
trabalho, de repente a cruz apareceu... nos jogando no desconhecido
e na incerteza, como para mostrar que Deus só basta,
e, que com ele tudo pode desmoronar ao nosso redor, sem
que o único necessário nos falte.
Nós tínhamos sabido das preocupações
de M. M. Gaston, inquieta da pouca solidez de um pavilhão,
que ela fez desocupar [...] Mas nada nos inquietava em nosso
pequeno convento. Também tínhamos feito como
de costume, a hora santa na noite de 12 para 13.
Algumas de nós escutavam ao longe os desmoronamentos;
mas o pensamento se limitava ao pavilhão que tínhamos
desocupado. O muro que cerca nosso terreno, com sua branca
estátua de Maria, parecia o grão de areia
que detinha o furor dos elementos, quando Deus lhes disse:
irás até aqui mas não mais longe. A
pradaria do lado esquerdo a parte mais próxima se
mudara em um abismo. Grande parte do terreno tinha sido
arrastada pela água subterrânea que até
então nada se percebia; e projetada sobre os imóveis
na sua base e os havia arrastado e esmagado em alguns segundos.
Carta sionense,
novembro de 1930, escrita por M. Christine
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| Diário
da casa contemplativa |
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1930
13 novembro
De manhã, ficamos sabendo o que tinha acontecido. [...]
O padre Boulain leva o Santíssimo Sacramento e nós
nos munimos com os vasos sagrados, do dinheiro e de um pão,
e fomos conduzidas por ordem municipal para a casa das Irmãs
de Caridade. Ficamos felizes de encontrar novamente M. M.
Gaston e sua família. Nós nos
instalamos um pouco, nós comemos nosso pão e
rezamos na sala comum que nos tinha sido designado uma parte.
Só então compreendemos a extensão da
catástrofe.
15 de novembro:
Procura-se um abrigo, porque as irmãs de Caridade estão
sobrecarregadas com os desabrigados e o trabalho.
17 de novembro:
Despedimo-nos de nossas excelentes irmãs de Caridade,
e partimos para “Esperança”.
21 de novembro:
Partida de nossa querida irmãnzimha Lorenzina. N. Mère
comunicou sua obediência ; ela irá á Paris
com a promessa de se reunir ao grupo contemplativo sem tardar.
23 de novembro:
Dia de adoração ! Enfim! Entre a missa e a bênção
de 2:30 h… Matinas e Laudes como de costume no quarto
de nossa Madre.
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31 de dezembro:
Terminamos o ano em ação de graças
e adoração ! Sob a proteção
de Deus para 1931.
1931
21 de fevereiro:
Tivemos a notícia de Paris que habitaremos doravante
a Solitude de Grandbourg. F i a t! É um consolo
que nos resta, e uma grande bondade da parte de nossas
madres, pois que N. Père aí tinha vivido,
rezado, trabalhado e aí tudo está repleto
de sua lembrança.
27 de março:
Nossa Madre e Irmã Dionysius... ficam sabendo
que as três mais jovens irão primeiro,
na terça-feira.
31 de março:
Despedidas e partidas. Deus queira que a separação
seja curta.
9 de abril:
O Trem sai à 1:30 h - não é sem
emoção que nós nos separávamos
desse passado de quatro anos, tão curto mas tão
cheio. Abandono à Providência. À
noite revíamos Sion e nossas Madres!
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| « A "estátua
branca"
de Lyon » transportada
sobre a esplanada
da Solitude
de Grandbourg |
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« Todo
Evangelho está cheio desta ordem:
CONFIANÇA.
É a palavra chave para se chegar a tudo,
Mas sobretudo ao ÚNICO NECESSÁRIO,
ao AMOR.»
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